Uxu Kalhus

UXU KALHUS é um grupo de música trad-folk-rock que interpreta vários estilos musicais num autêntico espectáculo de musica e muita animação. Malhão, Viras, Corridinhos, círculos, mazurcas, chotiças, e muito mais, com a pureza acústica e a potência elétrica. Harmonias arrojadas e arranjos endiabrados são a imagem de marca do grupo. Influências Afro-Jazz-Rock-Ska juntam-se ao tradicional para um resultado explosivo.
Grupo nascido em 2000 com o objectico de ir levar danças Portuguesas a França (O grande baile da Europa, festival de danças Populares em Gennetines), Uxu Kalhus cedo revelam a sua vocação de grupo de fusão e world music, mesclando as influências diversas de cada um dos seus componentes para obter um resultado ímpar no panorama nacional e internacional do movimento Folk. O trabalho que o grupo desenvolveu ao longo destes anos reflecte-se no primeiro CD editado (A revolta dos badalos – 2006), onde as composições do grupo alternam com arranjos de danças Portuguesas que até hoje raramente sairam do domínio Folclórico.
É assim que o Malhão, a Erva Cidreira, o Mata Aranha, o Saraquité ou o Regadinho adequirem uma dinâmica nova, fracturante com o passado, com ritmos de bateria, baixos jazzísticos e arranjos com influências Afro, Ska, Rock, Drum and Bass, Hip Hop, etc. O regra de ouro d’Uxu Kalhus é extravasar os fronteiras do Tradicional, sem preconceitos nem limitações, previligiando a energia e a improvisação em detrimento da música previsível e quadrada, mantendo o baile como forma de expressão onde cada um encontra o seu espaço de realização.
O baile, sem ser o baile pimba ou o Folclore tradicional, é o desaguar das correntes criativas originadas nas fontes diversas e conflituosas d’Uxu Kalhus. Uxu Kalhus é um colectivo que não quer guardar para si segredos; por isso propõe paralelamente ao baile oficinas de dança, de instrumento ou de música, dirigidas a todos os públicos.
Assumimos toda a loucura e paixão no nosso trabalho. A loucura e não ter medo de inovar e mesmo de errar são essenciais na nossa filosofia como grupo.
É exactamente daí que vem a nossa energia e cumplicidade quando tocamos ao vivo: alguma técnica, muita criatividade e 99% de loucura. Isso tem a ver também com outra coisa a que damos muito valor: a honestidade enquanto músicos.
E a nossa música só é honesta se vier lá bem do fundo de nós, sem filtros nem artificialismos. E isso só acontece com a tal “loucura” e espontaneadade, com a energia a transbordar do palco e a contagiar o baile. Acreditamos que a tradição, com as suas músicas, danças e instrumentos tem que estar viva e em contínua evolução.
Acreditamos na dessacralização do que é nosso, por isso praticamos a música como expressão da nossa herança cultural moldada pelo mundo contemporâneo em que vivemos, onde a globalização está omnipresente e os computadores revolucionaram a forma como hoje fazemos música. Queremos perpetuar a nossa identidade mas com influencias de uma multiculturalidade global e de uma modernidade irresistível.
Não pesquisamos nem fazemos recolhas. Somos mais experimentalistas musicais que utilizamos como matéria prima a música para baile. Fazemos isso porque é o tipo de música, com uma abordagem bastante “fusão”, que nos faz vibrar a tal corda da alma. Mas a grande motivação que nos move é mesmo a alegria que nos dá tocar todos juntos, numa “loucura” colectiva que individualmente nunca conseguiríamos ter.
Fazemos o que fazemos (o que define a nossa música e a nossa sonoridade) em primeiro lugar pela conjugação orgânica de tantos estilos diferentes e em segundo lugar pelo prazer
egoísta de tocar aquilo que nos apetece.
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